Podogeriatria
O cuidado com o pé que envelheceu — e que sustenta o equilíbrio de quem anda sobre ele.

O pé muda com a idade. A pele afina e resseca, o coxim de gordura que amortece a sola diminui, as unhas engrossam e o alcance para cuidar do próprio pé se reduz. Nenhuma dessas mudanças é doença — mas todas pedem outro tipo de cuidado.
Há ainda um ponto que costuma passar despercebido: o pé é a base do equilíbrio. Dor ao pisar muda o jeito de andar, e marcha alterada aumenta o risco de queda. Nessa fase, cuidar do pé também é cuidado de segurança.
Quando procurar
Sinais que vocêpode reconhecer
- Unhas espessas, amareladas ou duras demais para cortar em casa
- Pele muito ressecada, com fissuras no calcanhar
- Dificuldade de alcançar ou de enxergar os próprios pés
- Dor ao pisar que fez mudar o jeito de andar
- Calos nos pontos de apoio, pela perda do amortecimento natural
- Joanete ou dedos em garra que atritam dentro do calçado
Por que acontece
Possíveis causas
- Redução do coxim de gordura que amortece a sola do pé
- Alterações na circulação dos membros inferiores
- Queda natural da produção de oleosidade da pele
- Espessamento das unhas próprio do envelhecimento
- Perda de flexibilidade e de alcance para o autocuidado
- Medicações de uso contínuo que afetam coagulação ou cicatrização
Como a Spés ajuda
O que fazemosno atendimento
A técnica é a mesma da podologia clínica, mas calibrada: unha espessada pede desbaste antes do corte, pele fina pede instrumento com outra pressão, e pé com circulação comprometida não tolera o que um pé jovem tolera.
O atendimento acontece no ritmo da pessoa, com acompanhante presente quando isso traz segurança. E a orientação vai também para quem cuida em casa — porque a inspeção diária do pé, nessa fase, costuma depender de outra pessoa.
Recursos utilizados
- Desbaste e corte de unhas espessadas
- Cuidado de fissuras e hidratação da pele
- Alívio dos pontos de pressão da sola
- Avaliação do calçado e do risco de queda
- Atendimento em ritmo adaptado, com acompanhante quando necessário
Como é a consulta
Histórico de saúde
Condições associadas, medicações em uso e histórico de quedas ou lesões.
Exame do pé
Pele, unhas, espaços entre os dedos e as marcas que o calçado deixou.
Procedimento adaptado
Corte e desbaste em ritmo confortável, com técnica ajustada ao estado do pé.
Orientação de quem cuida
Como fazer a inspeção em casa, o que observar e com que frequência retornar.
Ferida, rachadura profunda ou mudança de cor no pé de uma pessoa idosa pedem avaliação sem esperar a próxima consulta — a cicatrização nessa fase é mais lenta.
Dúvidas frequentes
Perguntas quea gente ouve
Minha mãe não consegue mais cortar as unhas. É caso de podologia?
Sim, e é um dos motivos mais frequentes de atendimento. Unha espessada exige desbaste antes do corte, e tentar vencê-la com alicate comum costuma terminar em lesão da pele ao redor.
O atendimento pode ser feito com acompanhante na sala?
Pode, e em muitos casos é melhor assim. O acompanhante ouve a orientação de cuidado domiciliar em primeira mão, que é justamente a parte que vai ser executada em casa.
Existe relação entre cuidar do pé e evitar queda?
Dor ao pisar faz a pessoa mudar a forma de andar, e essa mudança afeta o equilíbrio. Tratar a dor e avaliar o calçado atuam sobre um dos fatores de risco de queda — não sobre todos, mas sobre um que é tratável.
Quem tem diabetes precisa de um cuidado diferente?
Precisa, e mais rigoroso. A perda de sensibilidade faz uma lesão passar despercebida por dias. Nesse caso o acompanhamento segue o protocolo de pé diabético, com intervalos mais curtos.
Vamos avaliaro seu caso.
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